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A Mão e a Luva
A Mão e a Luva
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A Mao e a Luva conta a estoria de Guiomar, uma moca simples mas ambiciosa, que deseja a ascensão social através de suas relações amorosas. Três rapazes disputam o amor da moca, mas ao final somente Guiomar poderá decidir com quem casara. A Mão e a Luva e' um dos primeiros romances de Machado de Assis, e encontra-se inserido em sua fase romântica.
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"A namorada de Estevão, — é tempo de dizer alguma coisa dela, — era uma moça de 17 anos, e, por ora, simples aluna-professora no colégio de uma tia do nosso estudante, à Rua dos Inválidos. Estevão tinha-a visto, pela primeira vez, seis meses antes, e desde logo sentiu-se preso por ela, "até à morte", disse ele ao amigo, referindo-lhe o encontro, o que o fez sorrir de tão estirado prazo. Qualquer que ele fosse, porém, o prazo fatal daquele cativeiro, a verdade é que Estevão no mesmo ponto em que a viu logo a amou, como se ama pela primeira vez na vida — amor um pouco estouvado e cego, mas sincero e puro. Amava-o ela? Estevão dizia que sim, e devia crê-lo; alguns olhares ternos, meia dúzia de apertos de mão significativos, embora a largos intervalos, davam a entender que o coração de Guiomar — chamava-se Guiomar — não era surdo à paixão do acadêmico. Mas, fora disso, nada mais, ou pouco mais."
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"A namorada de Estevão, — é tempo de dizer alguma coisa dela, — era uma moça de 17 anos, e, por ora, simples aluna-professora no colégio de uma tia do nosso estudante, à Rua dos Inválidos. Estevão tinha-a visto, pela primeira vez, seis meses antes, e desde logo sentiu-se preso por ela, "até à morte", disse ele ao amigo, referindo-lhe o encontro, o que o fez sorrir de tão estirado prazo. Qualquer que ele fosse, porém, o prazo fatal daquele cativeiro, a verdade é que Estevão no mesmo ponto em que a viu logo a amou, como se ama pela primeira vez na vida — amor um pouco estouvado e cego, mas sincero e puro. Amava-o ela? Estevão dizia que sim, e devia crê-lo; alguns olhares ternos, meia dúzia de apertos de mão significativos, embora a largos intervalos, davam a entender que o coração de Guiomar — chamava-se Guiomar — não era surdo à paixão do acadêmico. Mas, fora disso, nada mais, ou pouco mais."
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