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Peter Pauper Press, Incorporated
Book of F*cking Fun & Games
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Em junho de 1961, cerca de cem prostitutas de uma cidade-satélite de Brasília, capital do Brasil, foram acordadas de madrugada, arrebanhadas como gado e jogadas na carroceria de caminhões da Prefeitura do Distrito Federal. Ficaram largadas no meio do cerrado, a cerca de 40km da capital recém-inaugurada.
À época, os jornais as chamavam, pudicamente, de bailarinas.
Esta é a razão do título deste livro. A construção da Capital já está muito bem documentada em outras obras (com seus mitos: Juscelino, Oscar Niemeyer, Israel Pinheiro, Bernardo Sayão, arquitetos e urbanistas). O que fizeram os autores, em pesquisa de quase duas décadas, foi o registro da história das gentes que para cá vieram e construíram a cidade real dentro da cidade utópica. São padres e freiras, sindicalistas e deputados, professores e alunos, crianças e bailarinas, músicos e comerciantes. Mais do que isso, o foco maior é a conquista da cidadania por esses pioneiros: a sua luta pelo direito de morar, pelo direito de votar (sim, o Brasil votava e os cidadãos de Brasília só o puderam fazer em 1986).
Alguns registros são inéditos: a história da transferência do Supremo Tribunal Federal, expondo a humanidade dos integrantes da Suprema Corte, com seus discursos pitorescos e surpreendentes; a resistência e as dores dos parlamentares que foram obrigados a deixar as areias de Copacabana e passaram a morar num cerrado quase vazio; o estranhamento dos sotaques; as brigas entre as "patotas" de goianos e cariocas. Mais: o amplo movimento retornista que apavorou os primeiros anos de Brasília, além da desconstrução de alguns mitos que ficaram no imaginário nacional: a morte de Bernardo Sayão e o chamado "massacre da Pacheco Fernandes", entre muitos outros.
É a história de uma gente comum que soube construir uma Capital incomum.
À época, os jornais as chamavam, pudicamente, de bailarinas.
Esta é a razão do título deste livro. A construção da Capital já está muito bem documentada em outras obras (com seus mitos: Juscelino, Oscar Niemeyer, Israel Pinheiro, Bernardo Sayão, arquitetos e urbanistas). O que fizeram os autores, em pesquisa de quase duas décadas, foi o registro da história das gentes que para cá vieram e construíram a cidade real dentro da cidade utópica. São padres e freiras, sindicalistas e deputados, professores e alunos, crianças e bailarinas, músicos e comerciantes. Mais do que isso, o foco maior é a conquista da cidadania por esses pioneiros: a sua luta pelo direito de morar, pelo direito de votar (sim, o Brasil votava e os cidadãos de Brasília só o puderam fazer em 1986).
Alguns registros são inéditos: a história da transferência do Supremo Tribunal Federal, expondo a humanidade dos integrantes da Suprema Corte, com seus discursos pitorescos e surpreendentes; a resistência e as dores dos parlamentares que foram obrigados a deixar as areias de Copacabana e passaram a morar num cerrado quase vazio; o estranhamento dos sotaques; as brigas entre as "patotas" de goianos e cariocas. Mais: o amplo movimento retornista que apavorou os primeiros anos de Brasília, além da desconstrução de alguns mitos que ficaram no imaginário nacional: a morte de Bernardo Sayão e o chamado "massacre da Pacheco Fernandes", entre muitos outros.
É a história de uma gente comum que soube construir uma Capital incomum.
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